O tamanho das mamas influencia na amamentação?

Para responder a esta pergunta, precisamos entender um pouco sobre o desenvolvimento da mama, mais especificamente da glândula mamária.

As mamas iniciam seu desenvolvimento ainda quando estamos intra útero. A cada semana até que próximo ao nascimento, contém de 15 a 35 ductos mamários na a glândula mamária fetal.

Durante a puberdade o crescimento do parênquima mamário produz ductos, lobos, alvéolos e a camada de gordura ao redor da glândula. Após o início do período menstrual, o desenvolvimento continua, os ductos primários e secundários são formados e divididos, brotos terminais , que posteriormente se formarão em alvéolos (células secretoras de leite).

A proliferação e o ativo crescimento dos ductos aumentam a cada ciclo menstrual e permanecem assim até por volta dos 35 anos de idade.

É durante a gravidez que as mamas finalmente completam seu desenvolvimento. O tamanho da mama aumenta, a pele parece mais fina, as veias mais proeminentes. A aréola aumenta de diâmetro e seu pigmento torna-se mais forte.

As mamas variam de tamanho, formato e coloração. O que confere formato e tamanho as mamas é a gordura, e na grande maioria dos casos, mulheres como mamas pequenas e grandes tem a mesma capacidade de amamentar, já que quem faz esta função é a glândula mamária e não a gordura.

Porém, em casos raros, as mamas não completam seu desenvolvimento, levando a uma hipoplasia (baixo desenvolvimento das mamas, aumentando as chances de baixa produção de leite. Estas mamas tem características específicas como aréolas muito grandes, mamas muito assimétricas (tamanhos diferentes) e grande espaço entre as mamas.

Lembrando que uma pequena assimetria entre as mamas é comum.

Salvo estes casos, que são raros, o tamanho da mama não interfere na amamentação!

Se você tem dúvidas sobre o formato do seu seio, consulte seu ginecologista e se necessário ele irá solicitar exames complementares para o correto diagnóstico.

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