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Leite Materno, uma substância viva!

Que o leite materno é o melhor alimento para os bebês até os 6 meses nós já sabemos, mas ele vai muito além disso. O leite materno participa do crescimento e desenvolvimento do bebê.

É uma substância com propriedades protetoras e imunomoduladoras, com efeitos a curto e longo prazo na vida do bebê.

A composição do leite materno varia de acordo com a espécie, por isso dizemos que ele é espécie específico, é produzido de acordo com as necessidades imunológicas, nutricionais e fisiológicas de cada espécie.

O leite humano contém fatores de proteção e nutrientes na quantidade exata para os recém nascidos. Seus componentes atuam ativamente no desenvolvimento do bebê.

Carboidratos como a Lactose e outros açúcares como a galactose, promovem a colonização do intestino por Lactobacillus bifidus, inibindo o crescimento de bactérias patogênicas (capazes de causar doença), fungos e parasitas.

Os ácidos graxos são essenciais para o metabolismo cerebral.

O ferro, embora esteja em baixa quantidade também no leite materno, a sua absorção e biodisponibilidade é muito maior no leite humano, cerca de 70% do ferro no leite materno é absorvido.

As proteínas, no leite materno são compostas principalmente pela Lactalbumina (60%), sendo no leite de vaca a principal proteína a caseína (80%). Embora o leite materno contenha a caseína, sua estrutura molecular é diferente, formando coágulos de leite mais suaves e de fácil digestão. A taurina, encontrada apenas no leite materno, exerce papel de neurotransmissor e neuromodulador no desenvolvimento do sistema nervoso central.

O que torna o leite materno uma substância viva, é a sua capacidade de se adequar às necessidades do bebê.

Os recém nascidos são limitados na capacidade de se defenderem contra antígenos infecciosos e estão mais expostos a infecções especialmente nas mucosas, causando otites, infecções do trato respiratório e gastroenterites.

Por isso, a natureza desenvolveu mecanismos de proteção ao bebê, promovidos pela mãe, até que ele atinja maturidade imunológica, através da passagem transplacentária de anticorpos e posteriormente pelo colostro e leite.

Quando a mãe entra em contato com algum patógeno (vírus ou bactéria) por ingestão ou inalação, este patógeno entra em contato com a mucosa do intestino ou do pulmão acionando um alarme no sistema imunológico da mãe. Começa então a produção de imunoglobulina A. Esta imunoglobulina, específica para aquele patógeno, entra em contato é liberada na corrente sanguínea e transportada para as células da mama e liberado no leite materno transferindo esta proteção para o bebê.

Esta imunoglobulina demora horas ou dias para ser liberada após a exposição da mãe ao vírus ou bactéria. Este é um pequeno exemplo de como o leite materno se transforma e se modifica de acordo com as necessidades do bebê.

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