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Existe alergia ao leite materno?

O leite materno é o melhor alimento que os podemos receber no início da vida. Ele é espécie específico, ou seja, é feito especialmente para o seu bebê. Contém fatores de proteção, enzimas, carboidratos entre outras inúmeras substâncias que melhor se adaptam à nossa espécie.


Existem algumas doenças congênitas ou adquiridas pela criança que tornam-a incapaz de digerir e metabolizar determinados componentes do leite materno, e alérgicas a outros alimentos ingeridos pela mãe pois são repassados para o bebê através do leite materno.

A Alergia a proteína do leite de vaca e a Intolerância a lactose são as principais patologias e requerem mudanças nutricionais da mãe e do bebê.


A Alergia a proteína do leite de vaca (APLV) é a alergia mais comum na infância, é transmitida pelos genes dos pais, sendo responsável por 50-80% em crianças que apresentam histórico familiar.

A alergia atinge o sistema imunológico, desenvolvendo mecanismos de ação contra o agente causador, gerando inúmeros sinais e sintomas após a ingestão do alimento. Na APLV o agente causador são as proteínas do leite de vaca. Se manifesta mesmo em crianças amamentadas exclusivamente ao seio.


Se a mãe ingere o leite de vaca e não digere completamente estas proteínas, pedaços da proteína são absorvidos pela corrente sanguínea da mãe e passados para o leite materno e então o bebê apresenta diversos sintomas entre eles:

· Diarréia.

· Vômito.

· Refluxo.

· Erupções de pele.

· Sintomas respiratórios como rinite, bronquite e asma.

O tratamento é retirar a proteína do leite de vaca da dieta da mãe que esteja amamentando e da criança que já iniciou a introdução alimentar.

A alergia se manisfesta em diferentes graus para cada criança, se diferenciando na gravidade dos sintomas. O acompanhamento com o pediatra e nutricionista é fundamental para o tratamento adequado.


A intolerância a lactose (IL) é a incapacidade do organismo de absorver a lactose, uma das principais substâncias do leite.

Segundo Uggioni, Fagundes, 2006, em torno de 75% da população mundial ocorre a IL. Esta patologia se caracteriza pela ausência da lactase, enzima responsável por hidrolisar (quebrar) a lactose em glicose e galactose.

“Classifica-se em três tipos, sendo estes de acordo com sua manifestação. O primeiro é a intolerância genética, que se manifesta em recém-nascidos, sendo uma condição permanente e muito rara. O segundo é a intolerância adquirida, que se manifesta depois de uma inflamação ou algum dano permanente na mucosa intestinal; geralmente ocorre em adultos e é muito comum. O terceiro é a intolerância transitória, causada por dano à mucosa intestinal. Assim que o dano é reparado e a mucosa se regenera a lactase volta a ser produzida.” (2)

Quando a lactose não é absorvida pelo organismo, se acumula no cólon e é fermentada pela flora intestinal, resultando na formação de grande quantidade de gases, levando a excessiva eliminação de gases, seguidas ou não de fezes amolecidas ou franca diarreia.

Embora seja uma doença com grande prevalência em adultos, como destacado acima é rara em recém nascidos, o que não causa grande impacto na amamentação.


Existem algumas outras patologias como a Galactosemia, que na maioria dos casos necessita que o bebê seja desmamado e introduzida fórmula especifica e a Fenilcetonúria em que com os devidos cuidados o bebê pode permanecer em aleitamento materno parcial com fórmulas livres de fenilalanina.


Na grande maioria dos casos, os bebês apresentam alergia a algum alimento que a mãe ingeriu podendo causar diarréia, vômitos, cólicas intensas e diversos outros sintomas.

É importante que qualquer alteração observada pela mãe seja relatada ao pediatra para que o possível diagnóstico seja feito e o tratamento seja iniciado.


Referências

1. Gasparin FSR, Teles JM, Araújo SC. Alergia à Proteína do Leite de Vaca versus Intolerância à Lactose: as diferenças e semelhanças, Revista Saúde e Pesquisa. Maringá-PR. 2010; 3(1):107-14. Acesso em 05 de junho de 2016

2. Junior AJB, Kashiwabara TGB, Silva VYNE. Intilerância a Lactose – Revisão de Literatura. Disponível em < http://www.mastereditora.com.br/periodico/20131101_095645.pdf>. Acesso em 05 de junho de 2016.

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