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Adaptação à vida extra uterina

Os primeiros dias após o nascimento do bebê não são os mais fáceis da maternidade. O binômio mãe-bebê, apesar de já terem contato há 9 meses, precisam se conhecer. Tudo é muito novo, a mãe precisa aprender a ser mãe e o bebê precisa se adaptar à vida extra uterina.

Dentro do útero todas as suas necessidades eram supridas através do cordão umbilical. O útero e o líquido amniótico o aqueciam e protegiam, tornando o ambiente acolhedor.

Nascer, ao contrário do que muitos pensam não é fácil, respirar pela primeira vez também não, a primeira coisa que o bebê faz é....chorar.

O corpo do bebê passa por diversas transformações, o pulmão antes inundado de líquido pulmonar, agora precisa funcionar, respirar e a circulação sanguínea também passa por transformações. Além de outras como manter-se aquecido, o sistema gastrointestinal começará a funcionar com a primeira mamada entre muitas outras transformações.

O comportamento do bebê após o nascimento não é uma regra, cada recém nascido é um ser único e reage de maneiras diferentes. Alguns fatores podem interferir no comportamento do bebê, como:

· Idade gestacional;

· Personalidade, sim, cada bebê tem sua personalidade;

· Sensibilidade;

· Experiências intrauterinas;

· Vivências do parto;

· Fatores ambientais;

· Estado emocional da mãe.

Assim podemos perceber que cada bebê tem seu ritmo, alguns choram mais ou tem mais dificuldade de se adaptarem à vida extra uterina.

Nem sempre a maternidade é um conto de fadas como a televisão muitas vezes encena ou como as mães imaginavam que seria, com isso elas podem se frustrar e acredite, o bebê percebe esse sentimento materno e responde chorando ainda mais.

Cada filho é único, não faça comparações mãe, nem entre os seus filhos e nem entre os filhos de suas amigas, lembre-se cada bebê é único!

Muitos podem perguntar, mas porque eu, mãe, preciso saber de todas essas coisas? Simples, esse bebê agora acolhido em seus braços com certeza é o seu bem mais precioso, e entender porque ele chora com certeza te trará mais calma. Os pais e familiares próximos precisam entender que chorar é a única maneira do bebê se comunicar com as pessoas e com o ambiente, então, não há nada de mais em ver o seu bebê chorar, não é um bicho de sete cabeças. A família precisa entender que existe uma fase de adaptação e que não só de fome o bebê chora.

O choro é um dos grandes motivos para que as mães desistam da amamentação e ofereçam fórmulas e mamadeiras. Por isso a importância de saber que não apenas de fome o bebê chora.

Se adaptar a nova vida não é fácil e por isso ele irá chorar por vários motivos. Com o tempo, vocês aprenderão a entender o motivo do choro e por sua vez, o bebê, estará cada dia mais adaptado à nova vida.

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